Um setor rumo à concentração
O acirramento da concorrência tende a desembocar na concentração do segmento de assistência odontológica, que já assiste à redução do número de operadoras. Das mais de mil empresas que atuavam na área, há pouco mais de 1 ano, pelo menos 250 já não existem, a maioria por não conseguirem cumprir as exigências legais da ANS, como a apresentação de demonstrações econômico-financeiras. Outras, de pequeno porte e atuação regional, fecham as portas porque não tem condições de concorrer.
Segundo executivos do setor, fusões e aquisições em 2007 serão inevitáveis. “As margens são muito estreitas e como os preços médios dos planos giram em torno de R$ 10 e R$ 12 é difícil oferecer qualidade e segurança ao usuário com carteira com menos de 100 mil vidas. Hoje, apenas 20 operadoras superam esse patamar”, opina Claudio Derani, diretor da ODONTO EMPRESA.
Para ele, a concentração de negócios do setor em poder de poucas dezenas de empresas é a tendência mais natural. Na avaliação de Claudio Derani, a expansão da assistência odontológica ainda atrairá o interesse de uma ou outra grande seguradora, mas mesmo tempo que a necessidade de consolidação ou ampliação de espaço levará algumas empresas a negociar a compra de operadoras menores ou concorrentes.
Ele não esconde que a Odonto, por exemplo, concluirá até dezembro a aquisição da carteira de uma oponente, cujo nome não revela. “O propósito é alavancar ainda mais a nossa presença nesse mercado”, diz Claudio Derani.
Fonte: Seguros dia-a-dia Ano 9 – No. 2390 – 21 de novembro de 2006